Quando as palavras nos tocam, algo vibra num ponto recôndito do nosso interior.
O tempo suspende-se, a respiração prende-se.
Saboreamos esse instante raro.
Voltamos às palavras.
Escutamos o ritmo, a melodia, a harmonia dos sons que ecoam por dentro.
E nesse toque íntimo, quase físico, deixamo-nos ficar.
Soltamos então o ar, devagar, num suspiro rendido, já com saudade daquele sentir.
E continuamos. A ler, a escutar, nessa busca incessante por novas palavras que nos façam sentir tudo outra vez.
E nos devolvam o arrepio.
Ana Belfo André
Julho 2025